Bush e o seu círculo nunca deixaram de tentar ligar Saddam às torres gémeas. Publicaram uma história completa – mais tarde completamente desacreditada – sobre um suposto encontro em Praga entre um dos alegados suicidas e um representante iraquiano. Basicamente, mesmo quando forçados a recuar um pouco (mas nunca completamente) na ideia de que Saddam estava por trás do 11 de Setembro, aumentaram os seus esforços para retratar a invasão norte-americana ao Iraque como uma medida defensiva (uma “guerra preventiva”) para proteger o povo dos EUA de outro ataque semelhante. Num dos seus muitos discursos, Powell, Secretário de Estado de Bush, insistiu perante o Congresso, ao defender o orçamento de Bush para a planeada invasão do Iraque: “Isto não é apenas um exercício académico... Estamos a falar de armas verdadeiras. Estamos a falar de antraz. Estamos a falar da toxina botulina. Estamos a falar de programas de armas nucleares.” Nada disso era mais verdade que o suposto envolvimento de Saddam no 11 de Setembro.
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